Tem dia que a sorte no jogo não nos acompanha não é mesmo? No truco vai tomar “zapada” na cara toda, no war tirar um no dado e no banco imobiliário não vai nem lembrar que existe outra carta que não seja revés. Afinal, todo jogo depende mais do universo nos ajudar que de nossas habilidades?
A resposta é não, existem jogos que dependem mais do planejamento dos jogadores que de fatores incontroláveis. Jogos bem antigos como Xadrez e Go já são ótimos exemplos de opções com um nível de acaso reduzido ou quase nulo, mas nos board games modernos também encontramos uma série de opções para diversos gostos.
Mas afinal, o que contribui para aumentar ou reduzir o fator sorte nos jogos? Um dos pilares centrais não é se você vestiu primeiro a meia direita ou tem um trevo de 4 folhas na carteira, a base é quantos elementos aleatórios o jogo oferece.
Contudo, dizer que um jogo tem aleatoriedade não o torna ruim, são escolhas no design do jogo para oferecer uma determinada experiência. Os elementos aleatórios podem trazer alta carga de emoção com viradas imprevisíveis, contribuem para a rejogabilidade com partidas sempre diferentes, podem ajudar no equilíbrio de jogadores novatos enfrentando experientes e ainda adicionam uma camada diferente de estratégia, a probabilidade de algo sair como o esperado.
E como identificar esta aleatoriedade nos jogos? Muitos fatores podem contribuir, mas alguns dos principais e mais utilizados são os dados e a compra de cartas. Isso não quer dizer que todo jogo com estes elementos seja completamente descontrolado, existem vários meio de manipular os “acidentes” como o cruzamento de mecanismos para alterar o resultado de um dado por meio de cartas ou habilidades como no jogo roll player, a contagem de peças no dominó ou o blefe no Poker.
Roll Player – Edição Nacional Ludofy Creative
Alias, dizer que um jogo é 100% livre de aleatoriedade é impossível, pequenos detalhes como quem joga primeiro já alteram consideravelmente as probabilidades. Mas em sua construção existem jogos que vão buscar equilibrar melhor estas questões do destino. Se você passou embaixo de uma escada esta semana mas quer se divertir com um board game vamos conhecer algumas opções que te darão controle sobre o premeditado:
Puerto Rico:
Aqui os jogadores são proprietários de plantações em Porto Rico e contam com planejamento na escolha de funções como prefeito, produtor, capitão, entre outras, para desenvolver seus negócios. O nível de aleatoriedade é baixo. Quais as plantações serão abertas para escolha e a ordem dos jogadores basicamente. O restante das informações estão abertas desde o início do jogo. Um dos grandes pontos de planejamento, é que ao escolher uma função você executa uma ação mais forte, mas todos os outros jogadores também executam a mesma ação na versão mais fraca, então nem sempre o que você gostaria de fazer é a melhor opção naquele momento.
Puerto Rico – Edição Nacional Grow
Bullfrogs:
Que tal controlar um exército de sapos se enfrentando pelo domínio do pântano? Em Bullfrogs apesar da compra de cartas, a aleatoriedade é bem controlada pois cada jogador tem 3 cartas na mão e escolhe uma para jogar em cada rodada comprando uma nova para preencher a mão. É um jogo bem simples para quem gosta de combate direto onde o controle de área é resolvido pela maioria de sapos em cada vitória régia.
Bullfrogs – Edição Nacional Mandala
Fotossíntese:
Neste jogo que fica lindo na mesa você irá semear árvores desde sementes até ficarem grandes e vistosas, mas se um jogador bloquear o sol, sua árvore não cresce. Pense estrategicamente na movimentação do sol e na disputa de territórios com os adversários. A aleatoriedade fica pela ordem dos jogadores com interferência praticamente imperceptível.
Fotossíntese – Edição Nacional Mandala
Hive:
Neste jogo extremamente estratégico para dois jogadores o objetivo é cercar a abelha rainha do adversário. Para isso os jogadores contam com peças de insetos com habilidades diferentes. A aleatoriedade fica apenas por quem começa a partida e não tem interferência muito grande na jogabilidade.

Hive Pocket – Edição Nacional FunBox
Quarto:
Outro jogo onde a única variação é a ordem dos jogadores, em Quarto você precisa conseguir uma trilha de 4 peças com a mesma característica, uma espécie de jogo da velha com esteroides. O planejamento é fundamental já que existe uma variação das combinações de peças em diferentes cores, alturas, formas e furadas ou não. Além disso quem escolhe a peça que você colocará é o seu adversário.
Quarto – Edição Nacional Mitra
E você, gosta de componentes imprevisíveis nas jogatinas ou foge do inesperado? Comenta aqui sua experiência com a sorte nos jogos e siga nossas redes.
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Referência das imagens:
diceemporium.com/what-makes-a-good-set-of-dice/
queenofgames.be/product/roll-player/
ludopedia.com.br/topico/2255/qualidade-dos-componentes-versao-grow?id_post=18178
boingboing.net/2015/11/12/hive-pocket-a-strategy-til.html
//making.arantius.com/quarto-game-board