Texto publicado originalmente em meu blog Images and Words em 11/06/2015.
Depois de alguns meses com o texto sobre o Jamaica cozinhando, quando eu finalmente o terminei, eis que por algum motivo perdi o que havia escrito…ninguém merece!
Desde a primeira vez que ouvi falar sobre o Jamaica ele entrou na minha lista de jogos a comprar. Ele é um jogo de corrida, onde cada jogador tem que levar seu navio pirata até a linha de chegada, arrecadando comida, ouro, pólvora e tesouros pelo meio do caminho. Mas porque eu gosto tanto dele?
Para começar tem a arte, que é fantástica: O tabuleiro, as cartas de ações, as cartas de tesouro e os navios que dão lugar aos peões. O tema piratas, que por si só é interessante, e o fato de te possibilitar a ter uma certa estratégia. Diferente de outros jogos de corrida, onde a sorte é o único fator envolvido, em Jamaica é possível controlar as suas jogadas até certo nível, e inclusive ganhar o jogo sem cruzar a linha de chegada.

Mas como assim? Um jogo de corrida onde o primeiro a chegar ao destino pode não ser o vencedor? Isso acontece porque o objetivo desse jogo é acumular moedas! Os jogadores tem um conjunto de cartas de ação, igual para cada, e em cada rodada tem que escolher uma das 3 disponíveis em sua mão. O jogador da vez rola dois dados e escolhe qual representará a ação do dia e qual será da noite. Dependendo da carta escolhida, o jogador receberá ouro, comida ou pólvora, e ainda, poderá andar ou retroceder o número de casas correspondendo ao valor do dado.
Outros dois pontos interessantes desse jogo são a possibilidade de caminhos alternativos, mais longos, mas que escondem tesouros, e a existência limitada de local para se armazenar os recursos. A comida é utilizada quase que a cada rodada, e portanto é um recurso necessário de se obter, já o ouro, como falado anteriormente é o objetivo do jogo, e por fim, com a pólvora é possível aumentar as chances de vitória ao se travar duelos com os outros jogadores.

Classificado como um jogo de família, agrada crianças e adultos. Infelizmente Jamaica não é produzido aqui no Brasil, portanto para comprá-lo é preciso importar, comprar fora ou encontrar alguém vendendo no Brasil (o que não sai muito barato). Aqui em casa jogamos algumas vezes, e devo confessar que esperava que fosse jogado mais vezes. Por algum motivo não foi um jogo que chamou tanto a atenção das minhas filhas, mas pode ser também pelo fato de termos tantos jogos disponíveis ainda a serem jogados.
Eu tinha planejado jogar com as meninas no feriado, para inclusive poder passar as impressões do jogo, mas somente nesse último final de semana conseguimos jogar. No entanto, no feriado tive a oportunidade de jogar Jamaica com meus amigos, e percebi que talvez a programação das ações seja mais complexa para a idade delas do que aparenta ser. Jogando com meus amigos tive dificuldade de conseguir pegar tesouros, pois todos estavam atentos a isso. Já no jogo com as meninas eu peguei praticamente todos os tesouros, e ainda tive que adiar a vitória por algumas rodadas, para que não ficasse demasiadamente frustrante a derrota das duas. A Dora não teve muita sorte nas cartas disponíveis, e ficou para trás logo no começo, o que foi determinante para o resultado do jogo. Ainda assim, a derrota das duas não pareceu desanimá-las em relação ao jogo.
Ficha técnica:
Game designers: MALCOLM BRAFF, BRUNO CATHALA, SÉBASTIEN PAUCHON
De 2 a 6 jogadores
Tempo de duração: 45 min.
Idade sugerida: de 7 anos para cima.
Sem dependência de texto, portanto pode ser comprado fora.
Ano de lançamento: 2007