Antes de começar o texto vou passar alguns recados:
Como sabem, meu último texto foi um pouco diferente do que eu estou acostumado a fazer. Ele foi meio complicado de se fazer (eu tive que desenhar as imagens, já que como o jogo não lançou não deu para tirar fotos), mas por algum motivo eu me diverti muito no processo.
Por isso, anuncio que teremos mais textos do tipo (sem parar com os textos normais de análise ou outros assuntos). Para decidir os jogos que serão explicados nos próximos textos, farei votações no instagram (deixo o link abaixo do texto).
Caso você tenha alguma sugestão de jogo para ser explicado, sinta-se livre para mandar nos comentários deste texto ! De volta para o texto:
SixStix é um jogo onde você deve mover palitos para formar as imagens presentes nas cartas. Com um número limitado de movimentos, você deve pensar bem antes de mover um palito para conseguir formar a maior quantidade de imagens possíveis.
O jogo já havia chamado a minha atenção quando foi anunciado. Na hora que eu o vi, lembrei daqueles desafios com palitos que apareciam no Manual do Mundo (parabéns para quem entendeu o título da postagem). Eu nunca levei jeito para esse tipo de coisa, mas o jogo me interessou e eu resolvi tentar de qualquer maneira.
Nas minhas primeiras partidas eu não fui tão bem, demorei para entender o que era um movimento gratuito e fiz poucas imagens, mas depois de um tempo você começa a perceber detalhes que antes não estavam aparentes, o que aumenta o número de imagens que você consegue.
O jogo tem aquele fator já citado no meu texto sobre o The Manhattan Project: Chain reaction, onde você fica dois minutos pensando e depois faz um movimento que te dá um monte de cartas. Você se sente como o melhor jogador do mundo ao fazer uma jogada dessas, mesmo com o seu adversário fazendo uma jogada tão boa quanto a sua 15 segundos depois.
SixStix é surpreendentemente complexo (não que não seja possível jogá-lo com a sua família numa tarde de domingo, mas ele demandará de um certo tempo para ser totalmente compreendido). Ele cansa a sua cabeça, mas de um jeito bom (que nem um dia muito corrido onde você faz algo que gosta). Eu pelo menos achei bom dar uma parada depois de duas partidas para beber um copo d'água.
Eu joguei muito o modo solo dele, que funciona tão bem como o normal. Eu estou até agora tentando bater o meu recorde de 26 pontos (o jogo é cruel com você ! A mensagem para quem atinge menos de 15 pontos é: Ruim, não conte para ninguém). Não testei ainda a outra variante, onde a quantidade de palitos que existem na figura afetam a pontuação, mas ela deve deixar o jogo um pouco mais estratégico do que ele já é.
O jogo veio com várias promos, o que é bom para quem possui outros jogos da editora. Às vezes você consegue algumas repetidas, o que seria muito bacana para quem mora em uma cidade grande ou para quem vai a lojas ou feiras relacionadas a jogos, onde poderia ocorrer algo como uma troca de figurinhas, mas para quem mora em uma cidade pequena como eu, só resta guardá-las e dá-las para alguém eventualmente (para ter uma noção, estou com três promos iguais do Misty, três do Bandido, algumas do Taco Gato Cabra Queijo Pizza, duas do Lhama e duas do Saboteur, jogo que eu não possuo). Talvez eu faça um texto depois só sobre promos, ainda tenho que testar todas.
Resumindo: SixStix é um jogo simples mas com um pouco de complexidade, a qualidade do jogo é boa e o preço também, comparado a outros jogos de valor similar. Não é bom para ser jogado por muito tempo seguido, o ideal é intercalar as partidas com outro jogo ou propor pausas. Ele permite que você atrapalhe outros jogadores, mas não me senti instigado ao fazê-lo, passei a maior parte do tempo cuidando das minhas próprias cartas e até mesmo ajudei um adversário algumas vezes.
Por fim, só resta saber se a música do Manual do Mundo de fundo serve de alguma coisa…
SixStix é um jogo de Martin Andersen, publicado no Brasil pela PaperGames.
Todas as imagens foram tiradas do site ou página de facebook da editora: