Olá, pessoal! Meu nome é Mateus e pretendo, sempre que puder, compartilhar com vocês as minhas experiências com os board games. Pretendo escrever sobre jogos que tenho experimentado, mas achei por bem começar o meu primeiro texto dizendo como tudo começou, e como foi minha entrada nesse maravilhoso universo. Quem sabe esse texto te recorde de como você entrou e como foi uma maravilha pra você também (eu sei que foi!!).
O meu relacionamento com os board games vem de muitos anos, mas o meu amor por eles só veio em 2019 (Isso mesmo, sou praticamente um “neófito”). Me lembro claramente de quando eu ainda era criança e ia na casa da madrinha da minha irmã. Em um quarto específico da casa, no alto do guarda roupas ficavam empilhadas duas caixas que eu sabia que eram jogos, eu queria muito pegar, mas não me deixavam tocá-las. Mais tarde soube que os seus nomes eram Jogo da Vida e Banco Imobiliário. A fim de não me deixarem “aguando” (não sei se é uma gíria nacional, mas espero que entendam) me davam sempre um brinquedo verde, cheio de peças brancas, uma espécie de quebra cabeça, que eu não conseguia montar de jeito nenhum, mas me divertia com a possibilidade de conseguir :’(

(Essa Imagem te lembra algo?)
Passando os anos, acredito que assim como na vida de muitos de vocês, era muito comum na casa de alguém ou em algumas ocasiões especiais (no meu caso os retiros da igreja) levarem um Banco Imobiliário, e é claro que eu estava sempre disposto a gastar horas do meu dia e muitas vezes da noite/madrugada jogando esse clássico que tenho de admitir NUNCA consegui terminar uma partida. (Aliás, você já conseguiu terminar uma partida?)
(Sobrinha de uma amiga ganhou um jogo... Adivinha quem ela chamou pra explicar?)
Chegados os meus 18 anos, fui conhecendo pessoas que gostavam de jogos de tabuleiro e tinham alguns em casa, e frequentemente nos reuníamos para jogar Mega Senha, Detetive e principalmente Imagem e Ação (Foram muitos momentos bons que estes jogos nos proporcionaram. Nunca os desprezarei
). Determinado momento eu queria muito comprar um jogo para jogarmos juntos e levar pra casa de outras pessoas também, mas quando eu vi que custavam uma média de R$130,00 eu achei um absurdo!! (E pensar que se hoje eu encontrar os jogos que quero neste valor eu fico super feliz...) Adivinha o que eu fiz? Eu me lembrei daquele joguinho verde que me davam pra brincar, que mesmo sem conseguir montar eu gostava tanto, procurei na internet o seu nome e descobri que se chama Cilada. EU COMPREI O CILADA!! Que sensação gostosa que senti!! Eu tive a incrível sorte de achar uma única cópia dele em um mercado local por R$30,00, e minha esposa pensou por que motivo eu estava comprando um brinquedo... (Estou gargalhando só de lembrar a reação dela no mercado KKKK’). Por este motivo eu admiro bastante os pais que brincam com suas crianças, que gastam comprando jogos pra brincar com eles enquanto poderiam pegar algum jogo pra si, pelo menos algum da linha pocket. Eles estão contribuindo para o hobby grandemente.


QUANDO CHEGOU O AMOR...
Finalmente, no ano de 2019, com toda essa carga emocional trazida pelos jogos, eu fui convidado para um evento em uma igreja onde iriam ter uma manhã de jogos de tabuleiro. O trabalho é conhecido, é o Família Boardgames!! Eu já gostava dos jogos, mas ali eu comecei a amá-los. Vi muitas pessoas que não tinham costume de jogar se envolvendo e jogando diversos jogos: Dobble, No Thanks, Córtex, Nhac Nhac, Léo, Flick em Up... (e alguns outros que não me recordo agora) Quando vi aquelas pessoas rindo, uma mesa de gente escandalosa com Dobble, um trio de idosos conhecendo e rindo com Nhac Nhac, pessoas repetindo rodadas e rodadas de Córtex, eu simplesmente pirei!! Isso é bom demais!! EU QUERO!! Foi isso que eu disse pra mim mesmo.
(Treinamento para o evento. Passando as regras dos jogos)
Saí dali decidido a comprar algum e já fui direto no Dobble. Quando chegou eu levava pra todo lugar, cabia no bolso, e foi um sucesso total. As tias da minha esposa ME PEDIAM pra jogar!!(Não vou discorrer muito pois vou escrever especificamente sobre minha experiencia com Dobble) Uma amiga minha me devia R$90,00, eu brinquei que ela podia me pagar com um Dixit Odyssey (uma das irmãs que citei lá em cima) e o melhor é que ela topou. As artes eram lindas, a ideia da abstração era maravilhosa, poder juntar várias pessoas para jogar era DEMAIS!! Eu amo esse jogo (Pena que consegui reunir 12 somente uma vez). Quando cheguei de férias na minha cidade natal, um amigo meu, comovido com minha causa de querer muito um jogo e não ter dinheiro, me perguntou qual jogo eu queria, e eu ganhei o Sagrada. Jogamos e eu estava de fato enredado nesse hobby. O fato de o jogo só comportar 4 pessoas fez com que jogássemos muitas vezes numa mesma noite, para todos poderem jogar, pois todos amavam. Uma de minhas amigas me chamava pra jogar Sagrada todo dia. E eu estava apaixonado pelos jogos, eu queria mais jogos que me fizessem raciocinar, eu comecei a olhar a Ludopedia todo dia, a assistir vídeos de gameplays, a pesquisar preços... Enfim, acredito que você sabe bem que essa coleção vem crescendo, mas o resto da minha vida de boardgamer eu vou falar aos poucos, contar as minhas experiências, defender os jogos que amo, me conectar com qualquer pessoa que queira ler sobre as minhas emoções nesse universo maravilhoso.

(Jogando Dobble na casa das 4 irmãs)