Saudações! Aqui é Rodrigo Deus, colaborador da Ludopedia e resenhista On Board BGG, trazendo as primeiras impressões do jogo Die die, DIE! depois de uma partida completa e muito bem explicada com um dos autores do jogo, Carlos Couto.

Pude jogar o protótipo deste jogo no último evento Castelo das Peças que aconteceu em fevereiro, aqui no RJ. Die, die, DIE! é um jogo de dados onde você possui 5 dados para fazer pontuação através da rolagem dos mesmos e posicionamento estratégico. À primeira vista parece apenas um jogo colorido de petelecos, mas logo no primeira partida essa impressão cai. O tabuleiro do jogo (que também é a caixinha do jogo!
) é dividido em algumas regiões onde cada uma pontua de alguma forma. Em volta do tabuleiro existem paredes que impedem que os dados saiam rolando mesa afora.
Em cada parte do tabuleiro, que é pentagonal, existe uma pequenina plataforma onde é ali que os dados são posicionados a fim de serem "petelecados" em jogo. Caiu na "água"? Aquele dado sai do jogo naquela rodada. Também existem monumentos que entram em jogo em determinados momentos para aumentar a pontuação de certas regiões. Ao total são 4 rodadas onde em cada pontua-se e, no final da quarta e última, a gente pontua e soma tudo. Além disso, a cada final de rodada os jogadores posicionam os dados que permaneceram entre 2 ou 3 regiões vizinhas e se der empate, ambos perdem seus dados. O jogo é basicamente isto.

Tabuleiro
Partindo disto, a primeira impressão que o jogo dá é de ser um jogo bobo, daqueles que você joga "por jogar". Porém, não é nada disso. Existe estratégia enquanto o jogador mira em determinada região para pontuar mais ou ainda lança o dado com mais força a fim de retirar um dado de um adversário: e isso acontece com mais frequência do que se imagina. Além, é claro, da famosa sacanagem com os amiguinhos.
O visual do jogo é simplesmente fantástico. Carlos e Romulo (criadores) fizeram um excelente trabalho nas cores dos dados, personagens (de diferentes habilidades, duas por personagem, à escolha do jogador antes de cada rodada) e regiões. Enquanto os oponentes jogam é simplesmente fantástico ficar observado o trabalho dos detalhes, cores e componentes do protótipo.

Habilidade: Na resolução dos combates, você ganha os empates.
O jogo vai vir com alguns cenários para se jogar e esses cenários possuirão habilidades diferentes. Quando joguei com Carlos eu já ia comentar exatamente essa questão quando ele me abordou com os cenários, inclusive alguns lembram outros jogos. Realmente um filler muito bem feito e com muita dedicação dos autores.
Pontos que valem a pena serem observados:
- Jogo rápido e bem divertido, muito bonito em sua arte e componentes
- Jogo de destrez... PETELECOS!
- Excelente filler para iniciantes
- Quando lançado terá mais cenários para se jogar
- Produção nacional de qualidade
Avaliação pessoal
Die, die, DIE realmente engana à primeira vista, mas não é um jogo bobo: existe o um nível de estratégia, sorte dos dados, petelecos (quem não gosta de petelecar?

), rolagem de dados, personagens diferentes e habilidades diferentes por esses personagens. Produção brasileira com qualidade!