Olá meus amigos, estou aqui para fazer uma observação/review/argumento (chame do jeito que quiser) sobre os jogos Tapestry e Food Chain Magnate e traçar os paralelos entre os mesmos. E se você espera um review positivo, corre. Pra longe.
Primeiro começarei falando bem (depois a gente descasca):
Food Chain Magnate é um jogo pesado. Para quem não sabe é um jogo sobre restaurantes/fast food onde você vai evoluindo sua rede e tenta fazer uma clientela maior e melhor do que a dos restaurantes dos oponentes.
Sendo que existem vários modos de se evoluir no jogo. É um jogo onde a profundidade estratégica dele deve realmente ser aplaudida.
Porém, o jogo tem essa arte:

WTF...?
Sinceramente, não há a possibilidade remota na terra que me faça jogar esse jogo de novo com cara de protótipo. Isso chega a beirar o ridículo do quanto é desrespeitoso um jogo desses custar 800 reais pra cima.
Jogaria de novo se saísse uma versão com algo que se chame de arte.
"AH, MAS BOMBA, EU ACHO A ARTE BONITA"
Eu deixo o questionamento, que arte? Eu odeio a arte do Klemenz Franz, porém, eu ainda chamo de ARTE. Aqui é simplesmente impossível de se acontecer.
Só a caixa é bonita...
E sigamos para o próximo, que é exatamente o oposto. A arte em forma de jogo:
Tapestry.
No mesmo esquema do anterior, primeiro a gente fala bem.
Tapestry é um jogo onde você cria uma maquininha pra pontuar. É um engine building relativamente interessante, com bastante caminhos, e métodos para se pontuar, e com bastante rejogabilidade. E acaba aí.
Tão bonito, porém tão raso...
Se vocês repararem, eu me recusei a chamar esse jogo de um jogo de civilização, que foi a forma como o próprio Stonemaier anunciou esse jogo antes de seu lançamento.
Simplesmente porque em jogos de civilização existem conflitos. E aqui não há característica alguma de combate de nenhuma forma.
"AH BOMBA, MAS AQUI VOCÊ TOMBA A CONSTRUÇÃO DE LADO..."
Cara. Não.
Isso não é combate.
Também não existe negociação palpável dentro do jogo. Existe o clássico "ah, se você fizer X eu não faço Y", mas isso é muito pouco pra um jogo que quer ser chamado de jogo de civilização.
E agora vem a pior parte:
O CARA ME BOTA UMAS CONSTRUÇÃO BOLADA NO JOGO, QUE NÃO SERVEM PRA LITERALMENTE NADA, NADA ALÉM DE OCUPAR ESPAÇO NO SEU TABULEIRO INDIVIDUAL DE JOGO. (Sim, pistolei)
Foi perdida a oportunidade de ouro de se fazer cada construção com um poder bônus e individual, elas só servem pra simplesmente e puramente "tampar buracos" no tabuleiro individual de cada jogador.
Se esse jogo tivesse uma versão normal e uma edição "premium", ele poderia ser muito mais facilmente consumido pelo público. Porém, a megalomania não deixa.
Mais um jogo onde a insanidade impera e o preço vai junto.
Enfim, ficam aí minhas observações sobre os dois jogos e fica meus aplausos a Splotter e a Stonemaier por conseguirem fazer hype em dois jogos tão incompletos. E mais aplausos ainda por conseguirem vender esses jogos com preços tão exorbitantes.
Fica o meu aviso pros amigos, mantenham os olhos abertos: nunca pegue um jogo que te encante "por partes".
Vá sempre no jogo completo, nunca no mais ou menos. Temos vários exemplos de jogos que conseguem com maestria fazer o que nenhum dos dois conseguiram...
Brass: Birmingham,
Twilight Imperium (Quarta Edição) e vários outros podem se encaixar no exemplo aqui.
Só quero deixar ressaltada a importância que é dada ao
Hype as marcas. A Splotter é uma empresa ruim. Stonemaier também. Isso não significa que ambas não possuam méritos, mas nos dois casos, as duas cansam de entregar produtos incompletos, e esse é o paralelo que eu quero traçar.
Sempre que vocês puderem, valorizem as empresas que entregam produtos prontos, com mecânicas e arte entregue de preferência, senão a nossa barra simplesmente vai baixar cada vez mais. E nós merecemos muito mais que jogos nas coxas.
Valem muito mais 10 Puerto Rico do que 1 coleção completa com todos os Munchkins.
Tudo nessa vida é equilíbrio meus amigos...