A Polêmica da redução de coleções
Mês marcado por muitas conversas relacionadas a redução de coleções, sendo o maior expoente dessas discussões um dos mais influentes produtores de conteúdos para o hobby, o Lukita.
Um pequeno resumo pra você que chegou agora
Lukita produzia conteúdo para o Meeple Maniacs ao lado do JackExplicador. Influenciou uma galera no hobby com seus estilo explorador, toda semana trazendo algum assunto diferente. Ora eram euros out-of-print, ora wargames de tiozões, kickstarters inusitados, etc. Sua maior habilidade era trazer o diferencial e o conceito diferenciado do produto, sempre muito bem embasado no estudo do manual e discussões no BGG. De longe foi meu youtuber preferido. R.I.P Lukita.
Ninguém melhor que ele para explicar seus motivos, então assista esse videoonde ele fala por quase 1 hora sobre essa mudança de ávido colecionador(+500 jogos) para um mero jogador.
Cada um teu seus motivos, já parou pra pensar nos seus?
Eu já, e bagarai!
Semanas antes do Lukita (e da coleção dele) sumir do mapa ele já vinha falando em fazer leilões pra reduzir a coleção dele, dando pequenos spoilerssobre os motivos que ele detalhou no video final. Coincidentemente, muitas coisas que ele falou estavam na minha cabeça então rolou uma empatia de 100% e me senti mais seguro a procurar minha paz interior.
Qual o problema: Quantidade? Espaço? Finanças?
Após muita meditação entendi meu problema: ansiedade.
Já não bastassem as situações do dia a dia adulto, o meu hobby e diversão também gerava diversos sentimentos estranhos. A ansiedade vinha pela pilha de jogos não jogados, pela enorme volta que tínhamos que dar pra chegar novamente em um jogo já conhecido, pela frequência da leitura de manuais e assimilação de novas regras, e principalmente: pela fila de jogos que só aumentava e virava uma bola de neve. Não há ansiolítico que resolva.
E a solução: Vende tudo? Muda de hobby?
Dependendo do caso, porque não vender tudo? Se está te fazendo muito mais mal do que bem, talvez tenha chego a hora de ir fazer outra coisa, tipo crossfitcom meião, ou pintar quadros em aquarela ostentando um black power.
Não mudei de hobby nem vendi tudo, mas procurei (e ainda procuro) um equilibrio entre TER e JOGAR. Tento manter um jogo para cada mecânica que me agrade, dos designers que confio, com os temas mais abrangentes, evitando overlap com jogos dos amigos. Para tudo isso, rolaram diversas trocas, vendas e leilões.
Também fiquei mais crítico (chato mesmo) quanto a novas aquisições, o que tem ajudado a freiar bastante as compras e ser mais certeiro nelas. Em geral tenho me sentido muito bem e não me arrependo do que fiz.
Disclaimer
Meu lema atual é "menos jogos, mais partidas", mas de forma alguma entro nesse barco que é desincentivar compras dos amigos. Apenas gosto de sugerir alguma pesquisa antes de comprar pra ver se o jogo bom (que afinal, é isso que vai fazer ele ver mesa). Cada um é cada um, tem espaço, tamanho do bolso e forma diferente de se divertir.
- Great Western Trail: The Eleventh Building Tile (Vendido)
Dois tiles que nunca vi serem construídos. Na época o comentário é que viriam na aguardada expansão Rails To The North, então fez sentido passa-las pra frente.
- Cat Tower (Vendido)
Continuando a limpeza de jogos familiares. Esse foi embora pois havia sobreposição com Animal Upon Animal. Como minha sobrinha prefere esse joguinho com animais de madeira, a versão com gatos de papel voou.
- Genial (Vendido)
Jogando Solo
Sempre tive preconceito com jogos solo:
"Pow, melhor ir jogar um video game então" eu dizia.
Já tinha experimentado o Automa do Viticulture e do Scythe muitos meses atrás, mas a curiosidade passou logo rápido.
Em Agosto joguei AuZtralia no Tabletopia, e fiquei impressionado com a simplicidade de manusear Os Bichos Ruim.
Ao ler o manual de The Castles of Burgundy: The Card Game vi escondido no final as regras do modo solo. Aprendi e fiquei impressionado! Se tornou meu jogo de final do dia por algumas semanas.
Resolvi rever o Automa do Scythe 7 meses depois da ultima partida. Sinceramente acho o Automa dele beeeem difícil de controlar, mas insisti e joguei 3 partidas, uma por dia. Ótima experiência!
Meu jogo favorito não poderia ficar de fora. Vi que um Automa da comunidade para GWT recebeu prêmio de melhor Automa Especializado da comunidade.
A partir daqui, modo solo em um jogo passou a dar pontos e ser diferencial na aquisição de novos títulos.
Além do jogo
Cartas e Manual do modo Solo do Great Western Trail (que citei logo acima).
Jogatinas
Começamos o mês com um bela jogatina na casa do Tnera. Foi pra mesa um jogo que eu queria jogar mais vezes: Blood Rage. Gratificante jogar sem ter que explicar tuuudo. A partir daqui comecei um dialogo com o isR34L relacionado a isso: como um jogo ficar muito melhor quando não há a etapa de ensino de regras. Depois jogamos algumas partidas Kingdomino e finalizamos com um Imperial Settlers (CADE AS EXPANSÕES MANDALAAA)!
Tive uma partida de teste com Lanzen da expansão Journeyman de Isle of Skye. Pesaaaaado, mas não piora o jogo, apenas muda ele pra outro nível quando adiciona esse novo tabuleiro que é quase um puzzle a parte (e lembra de leve o Mombasa e sua trilha de diamante e escriturário).
Yucata continuou marcando presença diária no grupo. Conheci El Grande com isR34L e Bob_ e confesso que foi mais divertida a conversa onlinedurante a partida do que o jogo em si. Finalmente conheci o queridinho Terra Mystica e fiquei obcecado, comprando o App iOS pra poder explorar mais as mecânicas. Continuei explorando As Viagens de Marco Polo com o Lanzen, meio que preparando ele pra jogarmos a versão de papelão. E The Castles of Burgundy continuava também brilhando lá.
Apareceu um convite do Xupim pra jogar Um Banquete a Odin. Sai esmagado pelas regras, mas queria ter jogado mais outra partida logo após. Fazia tempo que não jogava algo do Uwe, e achei esse o melhor dele até agora (entre Agricola e Le Havre).
Fizemos uma jogatina na Player 4 e enquanto o pessoal não chegava, puxamos um Rummikub da prateleira e aprendemos a jogar ali. Manual esquisito, mas jogo bacana até. Tem seu valor nas mesas de praia no lugar do dominó.
Engatamos Elfenland do TheConcer com duas partidas seguidas. Não vi grandes semelhanças com Ticket to Ride como o pessoal costuma falar que tem e tem um peso nível família que não me agrada então nas duas partidas já vi tudo que o jogo tinha a oferecer. Gostei da variante de Cidade Natal pra ajudar a dar um final surpresa.
Pra encerrar outro jogo da estante: Acquire. Gostei bastante, meu tipo de jogo. Elegante, com boas decisões, rápido e ainda tinha Stock Holding! A versão que jogamos era muito feia.
Tivemos uma tarde-noite agradável com vários casais. Antes da galera chegar rolou um Great Western Trail com o concunhado. Final de tarde começaram os jogos mais leves: Flamme Rouge pra 6 players, Lobisomem por uma noite e o Codenames Ibagens pra finalizar com chave de ouro.
Estreamos Trains (+ expansão Rising Sun) do Lanzen. Deck building raiz muito parecido com Dominion, mas a luta por pontos é num tabuleiro central.
Jogamos pela primeira vez também Eclipse + Rise of the Ancients + expansões menores (cópia do N4t4n431). Sofremos pra montar tudo na mesa e jogamos na estica com 3 players. Da minha parte posso dizer que realizei um sonho board gamer de jogar um clássico imponente como esse. Precisa ver mesa novamente e em breve pra não esquecermos como monta ele.
Wishlist
Na procura de um jogo de draft puro e curto que não fosse o 7 Wonders, achei Bunny Kingdom, do Richard Garfield (do Magic!).
Após jogar um pouco de Terra Mystica no meio digital comecei a olhar o Project Gaia que tinha um modo solo e tema SciFi (dois bônus pra mim).
Depois de jogar bastantinho Marco Polo e Terra Mystica comecei a apreciar muito o lance de Jogadores com Habilidades Diferentes. A mecânica estimula você a explorar o jogo e isso tem ocorrido bastante por aqui. Olhando os rankings vi o tal Clans of Caledonia bem posicionado. Cheio de componentes bonitos, tema de euro-raiz-fazendinha e de bônus tem uma mecânica que aprecio demais que é a Especulação de Mercado. Será?
No próximo capitulo: Nós cheguêmo, nós viemô e nós F.O.M.O